words wips
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Setembro 4, 2009 • 12:30 am 1
words wips
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Julho 26, 2009 • 5:01 pm 0
História de um amor perfeito
Vento gentil no jardim
Duas mãos, várias pétalas
Bem-me-quer
Mal-me-quer
Bem-me-quer
Mal-me-quer
Acabou-se um amor-perfeito!
História de um amor impossível
O peixinho olhou para cima
-Bem-te-vi!
O palhacinho laranja ficou encantado
O coraçãozinho batendo acelerado
O sanguezinho frio esquentando
e
VUPT!!!
O beijo fatal
História de um amor antigo
Foto em preto e branco,
Carta escrita a mão,
Aliança de ouro branco,
Vestido branco de noiva,
Lençol de linho claro,
Toalha de mesa rendada,
Tudo amarelou.
História de um amor piegas
- Te amo!
- Te amo mais!
- Te amo muito mais!
- Te amo muito muito mais!
- Te amo infinito!
- Então desliga primeiro…
- Não, desliga você….
- Não, você…
- Tá, te amo!
- Te amo mais!
.
.
.
e viveram felizes para sempre
(apesar da conta de telefone)
História de um amor real
Um dia se viram
Se gostaram
Se conheceram
Se beijaram
Ficaram juntos
Se separaram
Inúmeras vezes
Voltaram
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Julho 18, 2009 • 9:05 pm 0
“Mesmo quando se escreve para crianças não se deve escrever para crianças.”
Fernando Pessoa apud Odilon Moraes
“Livros têm remetentes, não destinatários. O bonito é que o livro que te toca foi sempre para você.”
“A literatura infantil raptou a imagem para ela.”
“Vejo um quadro de Iberê Camargo e me vêm imagens literárias de Beckett. É uma espécie de confusão na maneira de ver o mundo. A condição de ilustrador é uma grande confusão.”
Odilon Moraes, escritor e ilustrador.
Anotações da palestra mais bonita da minha vida.
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Julho 5, 2009 • 9:13 pm 0
Passei uma tarde toda olhando a sombra da árvore que entra pela janela. Fico feliz de verdade por causa do passarinho de casaca e camisa amarela. Estou apaixonada sem doença ou vício por uma de cores cartela. Cantar alto é precisamente o que nunca mais fiz depois dela. A letra se expande, cresce e toma a página toda. A vida é uma só viagem, é colorida e bela. Como é belo o reflexo da piscina na parede, como é bela a minha árvore. Santa Bárbara deve florir logo e as amoras ficam doces. Todo um jogo simbólico que me esqueço apenas para voltar a lembrar. Gaivotas, conchinhas, flores brancas e roxas e rosas, manacás floridos, flamboyant, abacateiro e flor de laranjeira. Espinhos coloridos de rosa, os jardins intocáveis das minhas bruxas. O gosto de carambola no pé, a goiabeira que só amadurecia frutos bichados. Meus sonhos de princesa, minha Emília, minha maturidade infantil. Acentos, antônimos, o jogo de lembrar e deduzir. A ciência nascente, a descrença prometida. O gosto pela adivinhação. Como se esconde um elefante na plantação de moranguinhos? Esmalte vermelho. Quero sempre me esconder entre os moranguinhos e os elefantes. Quero ver e provar, entender não mata a magia, mas entender não é preciso. Preciso como em Pessoa, preciso com em precisão. Procissão de fé e carinho. Brota a primeira folha no pé de feijão, canta o perfume do manjericão e a pimenta ri muito dizendo que não. Queimem quem entende o doce picante, fogo é tão bonito. Saiba sorrir, volte a gargalhar. Dance. Quanto tempo fazia que eu não dançava? Tenho medo demais, morte demais, sede demais. Eu dancei de menos. Por medo de te esmagar os dedos, meu querido. Deveria seguir sozinha. Esse corpo sou eu, sempre fui.
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Julho 3, 2009 • 7:57 pm 0
Desisti de deixar que me celebrem o aniversário, escondi a data e é isso. Eu acho que eu só desisti de aniversários. Na minha infâncias as festas ficavam vazias, todo mundo preferia vacas e bois. Hoje em dia eu nunca estou com meus corações. A cada ano que passa, eu só fico mais certa de quem eu sou, mas com mais medo de não ser. É irremediável, preciso fazer e fazer, pensar que é coisa para os fracos.
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• 7:50 pm 0
Meus medos inex(s?)plicáveis são como ess(t?)as minhas dúvidas de ortografia, simplemente existem, desde sempre, desde antes de haver eu. São Paulo tem uma coisa que eu jurava que era carioca, mas que não é, essa capacidade de me deixar inerte, morrendo de medo, enrolada em posição fetal na frente da tela do computador, da prancheta, do papel. São Paulo não tem os dentes cariados e decadentes do centro da ex-capital, São Paulo é toda dinâmica, toda estilo, toda corporativa. E eu? Eu morro de medo.
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Fevereiro 7, 2009 • 10:52 pm 1
Outro dia não consegui conjugar o verbo vir na primeira pessoa do plural. Irritante.
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Janeiro 24, 2009 • 11:15 pm 1
Eu tive gente na minha vida de quem eu gostava, que poderia ser parecida comigo infinitamente, com gostos que poderiam ter crescido e bom-senso que garantiriam algumas boas horas de conversas uma vez a cada ano, quando nos cruzássemos. No entanto, a grande maioria desses me manda testemunhos dizendo que sou esquisita e alguns fazem esquentas pro show do Exalta Samba.
Por esses dias estou me achando mais diferente que o normal.
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Novembro 29, 2008 • 11:02 pm 1