As amoras de Curitiba nunca eram doces. Não bebiam sol o suficiente e acabavam suicidas amassadas pelas calçadas. Na reitoria, elas moravam embaixo de uma grande árvore bonita, era um Jatoba? Não sei, não importa, se não estivesse ali, as amoras seriam doces.
Tanta coisa doce que azeda na sombra de algo gigante e lindo. E eu que gosto tanto de amoras. As pequenitudes compensam a dor e eu sorrio na chuva porque um cachorro espirrou enquanto eu passava.
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