A Curva Palavra de Sempre

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Sobre Livros e Bibliotecas

ou Porque Legalizar a Prostituição

Mulheres e homens a vontade para escolher, como num açougue. Mulheres de cabelos castanhos e olhos claros, com os olhos castanhos, loiras, mulatas, com silicone, com os lábios cor de carmim, curiosas, com cabelos curtos ou longos, ruivas muito brancas, roupas muito curtas, vidas muito longas, com muito frio, enfermeiras, princesas, garçonetes, que pintam, que dão festas, que querem casar, que inundam com os olhos, que conversam com o vento, que dançam a noite inteira, que gostam de comidas exóticas. Homens altos, jovens desafiadores, gordinhos e fofos, malditos, com pouco cabelo, com rastafari, cachos, terno, gravata e curso superior, um emprego no banco, um emprego em Wall-street, transformados, com pacto com diabo, que só sabem contar até cinco, sem senso de humor, com o mesmo nome do pai, do avô, do tio, que gostam de criança, ou vomitam coelhinhos. Levo-os comigo e temos noites quentes de sexo juntos. Sinto todo o meu corpo de novo, como se nunca tivesse me conhecido de verdade, nunca tinha sentido isso assim. Alguns ainda me fazem rir e chorar de dor e prazer. E então me pedem carona. Eu os levo de volta à biblioteca, eles voltam exibir suas lombadas marcadas pela vida que levam, voltam ao exercício da sedução. Eu ajeito a saia, limpo o batom borrado e finjo que entrou um cisco no meu olho, só isso. É frio e longo o caminho de volta.

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3 Responses

  1. Laís Brevilheri disse:

    Desafio quem ler a relacionar pernogem, autor e descrição.

  2. Claudia disse:

    Você jura que desafia, ahã?

  3. Lais disse:

    Ah, com você nào tem nem graça. Mas sim, desafio.

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